fabulosa história do camponês Elzéard Bouffier, “O Homem que plantava árvores”, escrita com a simplicidade das coisas excepcionais por Jean Giono. Editada entre nós pela Associação Vicentina, entidade fazedora de desenvolvimento rural com sede em Bensafrim/Algarve – por desventurada coincidência, numa das zonas mais afectadas pelos incêndios do verão passado.
«(...) Chegado ao sítio pretendido, enfiou o varão de ferro na terra. Fazia assim um furo onde punha uma bolota e depois voltava a enchê-lo de terra. Plantava carvalhos.
Perguntei-lhe se aterra lhe pertencia. Disse-me que não. Sabia a quem pertencia? Não sabia. Seria terra comunal ou propriedade privada? Ele não estava interessado nos proprietários.
Plantou as cem bolotas com um cuidado extremo.
Depois do almoço recomeçou a escolha das sementes. Fui bastante insistente nas minhas perguntas, creio eu, uma vez que ele me respondeu. Há três anos que plantava árvores nessa solidão. Já tinha plantado cem mil. Dessas cem mil, vinte mil tinham vingado. Dessas vinte mil contava ainda perder metade devido às tempestades e a tudo o que é impossível prever nos desígnios da Providência. Sobravam dez mil carvalhos que iriam crescer nesse lugar onde antes não havia nada. (...)
Fiz-lhe notar que daí a trinta anos esses dez mil carvalhos seriam magníficos. Respondeu-me que, se Deus lhe desse vida, daí a trinta anos teria plantado tantas outras que essas dez mil seriam como uma gota de água no oceano. (...)
Separámo-nos no dia seguinte.
No ano a seguir houve a guerra de 14 na qual passei cinco anos. Um soldado de infantaria não pode pensar em árvores e para dizer a verdade a história não me tinha impressionado muito. Considerava aquilo uma patetice, ao mesmo nível de coleccionar selos, por exemplo, e não pensei mais nisso. (...)
Eu tinha visto morrer demasiadas pessoas durante cinco anos para poder facilmente imaginar a morte de Elzéard Bouffier. Além disso, aos vinte anos pensamos em homens de cinquenta como velhos a quem só resta morrer. Este não tinha morrido, estava até bastante rijo. Tinha mudado de trabalho. Tinha agora só quatro carneiros e, em vez dos outros, arranjara uma centena de colmeias. Livrara-se dos carneiros que punham em perigo as plantações de árvores. Pois que a guerra, disse-me ele (e eu podia constatá-lo) não o havia incomodado; continuara imperturbavelmente a plantar. (...)
Os caçadores que subiam aos ermos, à caça de lebres ou javalis tinham reparado na abundância de pequenas árvores mas julgavam tratar-se de um capricho da natureza e foi por essa razão que ninguém tocou na obra do homem. (...)
A partir de 1920 nunca mais passei um ano sem ver Elzéard Bouffier. Jamais o vi fraquejar ou duvidar. E só Deus sabe, como até Ele próprio, por vezes não ajuda. (...)
Em 1933 recebeu a visita de um guarda-florestal atarantado, que lhe disse que tivesse cuidado com o fogo, não fosse pôr em perigo o crescimento dessa floresta natural. Era a primeira vez que se via uma floresta a crescer sozinha, acrescentou este homem ingénuo. Por essa altura já o pastor ia plantar bétulas a doze quilómetros de casa. (...)
Em 1935 uma verdadeira delegação administrativa veio admirar a “floresta natural”. Entre eles estava um alto funcionário responsável pelas Águas e Florestas, um deputado e vários técnicos. Fizeram-se discursos inúteis. Ficou decidido fazer-se qualquer coisa mas, felizmente para todos, ninguém fez nada a não ser a única coisa útil: pôr a floresta sob alçada do Estado e proibir que alguém viesse fazer carvão. (...)
A obra só correu um risco sério durante a guerra de 1939. Como os automóveis na época andavam a gasogénio toda a madeira era pouca. Começou-se a cortar carvalhos plantados em 1910, mas essas paragens ficavam tão longe de todas as estradas que a empresa não revelou qualquer viabilidade financeira. O projecto foi abandonado. O pastor não tinha dado por nada. Encontrava-se a trinta quilómetros dali, e continuava tranquilamente com a sua tarefa tão ignorante da guerra de 39 como antes estivera da guerra de 14.(...)»
Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007
"Não clame por cura, por longevidade, por prosperidade" disse Vivekananda; ~clame só por liberdade!"Rogar por uma cura corporal, sem procurar compreender a CAUSA do desequilíbrio que gerou a sua necessidade é, antes de tudo, insensato. Jesus disse que antes de mais nada, deveríamos buscar a ÁGUA DE VIDA. Sabe'riamos compreender suas palavras?" .
do mesmo livro anteriormente citado
do mesmo livro anteriormente citado
Mensagem de Aurora
"Comparando-se as diferentes fontes de informações espirituais, vê-se que as afirmativas ãs vezes variam com o grau de desenvolvimento de consciencia dos clarividentes, iniciados ou estudantes que as captaram, mas servem, mesmo sendo antagônicas, aod diversos niveis de consciencia dos que buscam o ensinamento. Portanto, tudo pode ser útil, desde que não seja considerado a verdade última. Cada nova abertura de consciencia leva a um ponto ainda mais avançado de desenvolvimento e, assim, infinita é a aprendizagem.
Quando se almeja ter sobre a vida um ponto de vista elevado, deve-se aprender a não contar os dias e a não perceber a passagem dos anos, pois são dados circunstanciais que não fazem diferença para os que se encontram entregues ao Serviço. Segundo um dos seres de AURORA, deve-se aprender a sentir-se ã margem dessas trivialidades, nada mais importando a não ser aderir, em Espírito, ao mundo da Beleza....Procuremos portantao, nos ater mais ã essência da realidade do que a acontecimentos externos e efêmeros - embora estes últimos possam também trazer lições para os que sabem ver e ouvir."
p.36 Aurora - essência cósmica curadora, de Trigueirinho, Editora Pensamento.
Quando se almeja ter sobre a vida um ponto de vista elevado, deve-se aprender a não contar os dias e a não perceber a passagem dos anos, pois são dados circunstanciais que não fazem diferença para os que se encontram entregues ao Serviço. Segundo um dos seres de AURORA, deve-se aprender a sentir-se ã margem dessas trivialidades, nada mais importando a não ser aderir, em Espírito, ao mundo da Beleza....Procuremos portantao, nos ater mais ã essência da realidade do que a acontecimentos externos e efêmeros - embora estes últimos possam também trazer lições para os que sabem ver e ouvir."
p.36 Aurora - essência cósmica curadora, de Trigueirinho, Editora Pensamento.
Domingo, 7 de Outubro de 2007
poiesiAs
POIESIaS
Pensamento:
Este negócio doido
Que tem o poder de fazer foguete pousar em Vênus
E fazer fissura onde não ela existe.
Mas se vai à Vênus,
- volta e traz o Amor que lá conheceu!
2007-10-04
Aspirar
Em mar de formas
Me pus a nadar
Nadei, nado. Tudo pensa a mente ver.
Vê mesmo? Respira.
Parei. O mar, agitado, ainda ali.
E eu? De dentro daquelas águas
vezes não via mais água nenhuma
nem eu
Só coisa que é, sem contar o que já foi
e o que virá, é cristalino.
Mil imagens viram como espuma ao fogo
-alguém descreva espuma sumindo ao fogo!
E dessa imagem, ela mesma quer se sumir
e o que fica é o Som.
Soldado voltado
A luta que era minha,
vi que era uma luta. Ví.
Num dia de guerra, que era para ser
como os outros tinham sido, nascidos de dor
foi uma flor que me disse
com todas as palavras mais sublimes,
Dos belos campos verdes de onde viera,
trazida por brisa suave,
que em canhões adentra e vira vento cortante.
Contou-me das cores que viu
brotarem em suas irmãs,
Os mais belos tons de um vermelho,
que nas espadas se torna a monocromática cor da vida que tirou.
Contou que estava ali, no campo de batalhas
só para estar.
E que cumprira sua missão, pois eu estava ali,
diante dela a olhar e a me humildar diante de suas pequenas pétalas
E num instante, as mãos armadas e as pernas rijas de tanto pisar
curvaram-se.
Pensamento:
Este negócio doido
Que tem o poder de fazer foguete pousar em Vênus
E fazer fissura onde não ela existe.
Mas se vai à Vênus,
- volta e traz o Amor que lá conheceu!
2007-10-04
Aspirar
Em mar de formas
Me pus a nadar
Nadei, nado. Tudo pensa a mente ver.
Vê mesmo? Respira.
Parei. O mar, agitado, ainda ali.
E eu? De dentro daquelas águas
vezes não via mais água nenhuma
nem eu
Só coisa que é, sem contar o que já foi
e o que virá, é cristalino.
Mil imagens viram como espuma ao fogo
-alguém descreva espuma sumindo ao fogo!
E dessa imagem, ela mesma quer se sumir
e o que fica é o Som.
Soldado voltado
A luta que era minha,
vi que era uma luta. Ví.
Num dia de guerra, que era para ser
como os outros tinham sido, nascidos de dor
foi uma flor que me disse
com todas as palavras mais sublimes,
Dos belos campos verdes de onde viera,
trazida por brisa suave,
que em canhões adentra e vira vento cortante.
Contou-me das cores que viu
brotarem em suas irmãs,
Os mais belos tons de um vermelho,
que nas espadas se torna a monocromática cor da vida que tirou.
Contou que estava ali, no campo de batalhas
só para estar.
E que cumprira sua missão, pois eu estava ali,
diante dela a olhar e a me humildar diante de suas pequenas pétalas
E num instante, as mãos armadas e as pernas rijas de tanto pisar
curvaram-se.
Sábado, 29 de Setembro de 2007
Ao te aproximares para ajudar no Abrigo,
Coloca-te perante a energia que inspirou sua criação
Busca sinceramente teu núcleo Interno, que te envia bênçãos
Absorve cada dádiva e deixa que a gratidão permeie o teu ser
Deixa crescer dentro de ti o amor, o silêncio, a humilde entrega e a serena alegria dos que vivem a lei espiritual do Serviço
Abre mão da curiosidade por fatos alheios
Abandona a dúvida
Sacia-te do alimento sutil que se faz presente
Segue a Luz que te guiou a esse encontro
Essa Luz te conduzirá em teu trabalho.
Abrigo
Coloca-te perante a energia que inspirou sua criação
Busca sinceramente teu núcleo Interno, que te envia bênçãos
Absorve cada dádiva e deixa que a gratidão permeie o teu ser
Deixa crescer dentro de ti o amor, o silêncio, a humilde entrega e a serena alegria dos que vivem a lei espiritual do Serviço
Abre mão da curiosidade por fatos alheios
Abandona a dúvida
Sacia-te do alimento sutil que se faz presente
Segue a Luz que te guiou a esse encontro
Essa Luz te conduzirá em teu trabalho.
Abrigo
Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007
Sobre livre-arbítrio
O livre-arbítrio
Os yogis (e outras pessoas espirituais e religiosas) dizem que Deus é onisciente. Deus sabe do passado, do presente e do futuro. Ele sabe o que você vai fazer e o que acontecerá com você. Se isso é verdade, então até onde vai o nosso livre arbítrio?
Para responder, vamos pegar um exemplo da escolha de roupas que se usará no dia. Sua escolha de cores depende primeiramente das suas preferências, que são baseadas no seu momento psíquico (conhecido na filosofia yogi como sua coleção de samskaras, ou karma). Isso significa as várias ações que você realizou no passado, e as experiências que você viveu, moldam e determinam o que você está fazendo agora e o que fará amanhã.
Se alguma vez você já tomou uma decisão e verifica agiu “errado”, certamente gostaria de ter agido de outra forma. Pois bem, você teve a possibilidade de escolher e teve o “livre-arbítrio” para escolhe uma alternativa, mas você não o fez. A razão de você ter feito o que fez foi devido aos seus samskaras (o momento psíquico baseado nas experiências passadas)
Os yogis (e outras pessoas espirituais e religiosas) dizem que Deus é onisciente. Deus sabe do passado, do presente e do futuro. Ele sabe o que você vai fazer e o que acontecerá com você. Se isso é verdade, então até onde vai o nosso livre arbítrio?
Para responder, vamos pegar um exemplo da escolha de roupas que se usará no dia. Sua escolha de cores depende primeiramente das suas preferências, que são baseadas no seu momento psíquico (conhecido na filosofia yogi como sua coleção de samskaras, ou karma). Isso significa as várias ações que você realizou no passado, e as experiências que você viveu, moldam e determinam o que você está fazendo agora e o que fará amanhã.
Se alguma vez você já tomou uma decisão e verifica agiu “errado”, certamente gostaria de ter agido de outra forma. Pois bem, você teve a possibilidade de escolher e teve o “livre-arbítrio” para escolhe uma alternativa, mas você não o fez. A razão de você ter feito o que fez foi devido aos seus samskaras (o momento psíquico baseado nas experiências passadas)
Quinta-feira, 13 de Setembro de 2007
Fotos de uma pedalada em 2006 - Carrancas MG
http://br.pg.photos.yahoo.com/ph/fotosriciardi/album?.dir=4835&.src=ph&store=&prodid=&.done=http%3a//br.pg.photos.yahoo.com/ph/fotosriciardi/my_photos
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